A saúde óssea deve ser uma prioridade para todas as mulheres que entram na menopausa. Nessa fase, a queda dos níveis hormonais pode acelerar a perda de massa óssea, aumentando o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas.
Por isso, a avaliação preventiva é fundamental — mesmo para mulheres que nunca sofreram fraturas.
Por que a menopausa aumenta o risco de osteoporose?
Durante a menopausa ocorre uma redução significativa do estrogênio, hormônio que exerce papel protetor sobre os ossos. Com essa queda hormonal, a reabsorção óssea tende a aumentar, favorecendo a perda de densidade mineral.
Esse processo pode acontecer de forma silenciosa, sem sintomas, até que ocorra uma fratura. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.
Quais exames avaliam a saúde óssea na menopausa?
Todas as mulheres que entram na menopausa devem realizar avaliação óssea para entender se estão em maior risco de fraturas.
Os principais exames incluem:
- Densitometria óssea
- Radiografia de coluna
- Dosagens laboratoriais da forma ativa da vitamina D
- Cálcio sérico
- Proteínas plasmáticas
- Fósforo e magnésio
Esses exames fornecem um panorama geral da saúde óssea e ajudam na tomada de decisão quanto à necessidade de tratamento ou prevenção mais intensiva.
Mesmo mulheres que nunca tiveram fraturas devem realizar essa investigação.
Histórico familiar influencia no risco de fraturas?
Durante a consulta endocrinológica, é fundamental avaliar o histórico pessoal e familiar.
Algumas perguntas importantes incluem:
- Já houve fraturas em parentes de primeiro grau?
- Algum familiar tem diagnóstico de osteoporose?
- A própria paciente já apresentou fraturas? Em que circunstâncias ocorreram?
A história médica pregressa é um forte indicador de risco futuro e auxilia na estratificação individualizada.. No entanto, se houver elevação laboratorial do FSH, esse achado pode reforçar a suspeita diagnóstica.
Alimentação, vitamina D e exercícios: pilares da saúde óssea
Além dos exames, é essencial avaliar hábitos de vida.
Precisamos garantir:
- Ingestão adequada de cálcio (especial atenção em dietas veganas, onde pode ser necessária suplementação);
- Níveis adequados de vitamina D no sangue;
- Prática regular de exercícios físicos de força, orientados por médico e educador físico;
- Ingestão proteica adequada, geralmente maior do que a necessária em mulheres mais jovens.
A atuação conjunta com o nutricionista ajuda a preservar e até aumentar a massa muscular, fator extremamente importante para prevenção de quedas e fraturas.
Como envelhecer com mobilidade e independência?
Manter ossos fortes na menopausa vai muito além de evitar fraturas. Trata-se de preservar mobilidade, independência e qualidade de vida ao longo dos anos.
A prevenção é sempre mais eficaz do que o tratamento após uma fratura estabelecida.
Cuidar da saúde óssea é investir em um envelhecimento ativo e seguro.
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